segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A iminência da solidão me assusta, e a consciência de que minhas escolhas a tornam um fato me faz penar de culpa e ressentimento. Viver de se... aceitar o quase, oprimir desejos tem se tornado rotina em minha vida... É a resignação patética de sorrir e dizer que estou muito bem Obrigada!

Não, eu não estou muito bem obrigada! Eu estou obrigada a estar muito bem... Isso porque não tenho forças para ouvir do outro – “Se você não está bem a culpa é sua”.

Minha culpa. Minhas escolhas. Minha culpa.

Por mais que eu tente colocá-la em alguém, ela é minha. Tão minha quanto essa solidão escolhida. Solidão que protege, dentro de uma redoma de certezas, um cercadinho de criança que me impede de cair e quebrar a cara. Uma criança, que espera sair dali, desvendar o mundo, encontrar seus brinquedos e brincar fora de hora. Mas se omite. Agarra o pequeno travesseiro e espera que lhe permitam.

Nenhum comentário: