segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Heterônimo

Heterônimos...

Palavrinha díficil de pronunciar, sempre enrrola a língua falar e confunde a cabeça entender...

Os heteronomios são pessoas que não existem, que são usadas por outros que existem, mas não querem que saibam da sua existencia, entendeu?

É eu tb não... Parei de perguntar... Resorvi matutar um pouco mais sobre os tal dos heteronomicos...

Os poeta escreve sobre o que sente de profundo, e os danado escreve sobre o que a gente sente de profundo, mas não sabe como dizer...

A gente sente um bocado de coisa diferente, e até pensa as veiz que não devia ta pensando o que pensou, porque num é assim que o povo todo costuma pensar... E pensar diferente é dificil dimais...

A gente muda que é uma doidera... Parece que tem um monte da gente na gente mesmo.
As mulher é bom exemplo, de muita gente numa pessoa só.

Então pra não se confundir com a quantidade de gente dentro dele o poeta usa o he-te-rô-ni-mo pra dividir todas suas personalidade, e assim faiz muito mais gente se encontra nas palavra dele...

Cada uma das personalidade fala pra uma necessidade diferente do cabra que lê... hehehe

Para meus amigos...

Certa vez, um amigo especial, de forma muito carinhosa me classificou como "leitora de almas".

Acredito que este tenha sido o comentario mais intenso que ouvi a meu espeito e com isso procurei descobrir o que em mim havia levado tão sensivel pessoa a esta constatação?

Encontrei em mim o privilégio da percepção. Sempre vi além do óbvio, e isso nem sempre foi algo fácil de lidar.

Existe um peso, uma responsabilidade implicita nesse dom, que me move a lutar com dragões que não são meus. Me posiciona como cumplice de culpas alheias. Me envolve em guerras em que não tenho armas de defesa.

Em compensação, guarda os meus em um teia protetora na qual estes encontram forças pra continuar...

E é só por isso que não vou fechar meus olhos com mãos medrosas da responsabilidade.

Me permito viver tua dor contanto que me permitas aliviar teu fardo.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Contador de tempo...

Silêncio...

tic tac tic tac

Barulho perturbador que grita e ressoa pelas paredes e cortinas... a cada momento fica mais intenso ratificando minha solidão...

Ele grita, juro que grita... e seus ponteiros maquiavélicos correm a zombar de mim...
Riem-se a me fazer perceber que as horas se vão e a vida fica...

Fica até quando, posso saber???
grito...

Mas o infeliz segue a tictaquear, e não me dá a menor pelota...

Sinto que devo viver,

Sinto que é essa a mensagem... Mas me mantenho presa com os olhos fixos no danado contador do tempo...

tic tac tic tac

Foram exatamente 24 horas me observando com o sadismo de ter me tirado mais um dia...

Olhos fundos, corpo pálido e um cansaço fora do normal.

ponho-me rua a fora e fujo dos contadores de tempo...

Pelo menos três no meu caminho me perguntam as horas: Nãoooo... saio pelas ruas aos gritos

Um bar.

Uma bebida por favor?! Qualquer coisa forte...

Sentar-me a mesa? sim claro... Mas estão todas ocupadas.

- Tem uma disponível Senhor, logo ali, em frente ao relógio.


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