sábado, 31 de dezembro de 2011


Eu tenho vontade  de gargalhar...  
Sentir o lábio esticar e mostrar os dentes, todos eles, até o último... Aquele que a gente até esquece que existe até que ele doa. Injusto fazê-lo importante só em momentos como esses...  No meu riso largo ele se fará importante! 

Eu quero cair em risos, me derreter, me entregar a insanidade desse ato. Não quero um motivo... Ele limitaria meu riso, dosaria a força da minha gargalhada.... Quero que aconteça em momento impróprio, sem controle, e que seja contagioso...  Que tu ao me olhar seja levado por uma vontade incontrolável de me acompanhar nessa linda loucura, e que o som desse riso nos seja canção... E que dancemos feito bailarinos em meio a avenida em trânsito, e que as buzinas e os xingamentos nos façam rir ainda mais...
O corpo fica dormente e uma paz inexplicável nos alcança... o riso diminui, fica bobo, quase um soluço... Até que algum desavisado pergunte “Porque tanto riso?”

Nos entreolhamos, seguramos um pouco, e nos entregamos a essa doidice sem explicação novamente....

domingo, 18 de dezembro de 2011

Num misto de vontades de existir e resignar fixo o olhar na busca daquilo que ainda não sei o que é...
Inerte a espera do sinal, o cheiro,  sentido.
Espero a estrada que me guie
O toque que me acorde
A vida que comece...
Pouso o olhar sobre a pilha de roupas misturadas, fragmentos da ultima tentativa de fuga;
Torno a arrumá-las no seu lugar...
 Não caberia tudo na mala, e assim seria impossível ir...
Seria impossível deixar o olhar, o café fraco, e a música que surge extremos da casa...
Inconcebível aceitar a derrota, o combinado do final feliz;

Aceitar que a ilusão venceu a razão, e que o nós não passou no teste.