Não, eu não estou muito bem obrigada! Eu estou obrigada a estar muito bem... Isso porque não tenho forças para ouvir do outro – “Se você não está bem a culpa é sua”.
Minha culpa. Minhas escolhas. Minha culpa.
Por mais que eu tente colocá-la em alguém, ela é minha. Tão minha quanto essa solidão escolhida. Solidão que protege, dentro de uma redoma de certezas, um cercadinho de criança que me impede de cair e quebrar a cara. Uma criança, que espera sair dali, desvendar o mundo, encontrar seus brinquedos e brincar fora de hora. Mas se omite. Agarra o pequeno travesseiro e espera que lhe permitam.